Frequência Fantasma – Indicações Netflix – #1

Download

Seja bem vindo você, ser vivo (ou não), a mais um episódio da sua rádio quinzenal dedicada a filmes de terror, suspense e derivados. Quem nunca quis ver um filminho na Netflix no fim de semana, ficou um tempão procurando e não achou nada interessante para assistir? No episódio de hoje, Sergio Junior e Pamela, começam uma série de 5 episódios (a princípio) onde indicaremos filmes de terror e seus derivados que estão no catálogo da Netflix. Será um formato diferente e por isso é muito importante que você deixe sua opinião aqui nos comentários nos dizendo se gostou desse serviço de utilidade pública que iremos fazer para os amantes da sétima arte sangrenta.

Envie seu material ou sugestões para o e-mail: frequenciafantasma@cronologiadoacaso.com.br

Curta a nossa fã page no Facebook: https://www.facebook.com/frequenciafantasma

Nos siga no Twitter: @freqfantasma

Assine nosso Feed! http://feeds.feedburner.com/frequenciafantasmacda

Arte de Capa: Raphael Cravo – Site: http://www.cravo.ink

Filmes citados no episódio:

El bar (O Bar) : https://www.youtube.com/watch?v=PTazqyeYg3Y

Invasão Zumbi: https://www.youtube.com/watch?v=7n5zdZCLW1w

Hush – A morte ouve: https://www.youtube.com/watch?v=ozO_1RARiyU

The Babysitter (A Babá): https://www.youtube.com/watch?v=HnEmDdQZ1ow

Sergio Junior

Sergio Junior

Um mero amante do cinema de terror que sonha em compartilhar e trocar experiências relacionadas a esse gênero com todos.

More Posts - Website

Maggie, 2015

maggie_xlg

★★

O longa de estréia do diretor Henry Hobson deu o que falar, muito por conta do tema, filmes de zumbis são muito esperado por cinéfilos e nerds desse mundão. Mas aqui acontece algo curioso, com uma veia independente e contemplativa, o filme utiliza o tema como um pano de fundo para um drama familiar, mais precisamente de um pai e sua filha após esta ser infectada com um vírus que está se alastrando cada vez mais, os médicos dão seis meses para ela até, enfim, se tornar um monstro. O pai então a leva para casa para passar esses últimos momentos juntos até chegar o dia da quarentena, o que por sinal ele resistirá até o último momento.

Filmes de zumbi são curiosos, a gente se concentra muito na diversão mas esquece o quão profundo é, e eu falo por mim também, fica claro aqui que a transformação, no caso, é uma analogia a morte, ou seja, o filme contempla a morte e, consecutivamente, a dor de um pai que se sente constantemente fraco. Aliás, esse pai é interpretado por ninguém menos que Arnold Schwarzenegger. Já digo logo que “Maggie” é razoável, até por esse motivo enquanto assistia eu dividia meus pensamentos com reflexões – banais -, uma delas é: Qual o motivo de chamarem justamente o Schwarzenegger para fazer esse drama parado? Nada contra dramas parados, são esses filmes que mais curto, mas a escolha dele me fez questionar isso. Eu não tive problema nenhum, muito pelo contrário, ele está excelente, mas queria mesmo assim encontrar um motivo. É engraçado quando esses atores durões são submetidos a desenvolverem papeis fragilizados, o choro deles vai brotando, mas sempre masculino, sempre com uma pitada de auto afirmação, o que é muito legal. Não existe ator ruim, existe escolhas, até receberem algo que possam se explorar é claro que permanecerão fracos, nesse ponto destaco a escolha do Arnold, muito acertada, pois seu personagem parece um trabalhador braçal, de fazenda, que se vê diante a uma situação que não há fuga, um homem inquebrável está, enfim, se despedaçando. É digno de Oscar? Evidentemente não, mas é bonito. O fato do filme sair do controle e ficar chato do meio para frente não tem relação nenhuma com o fator atuação, tanto que a Abigail Breslin também está bem, mesmo que sua personagem seja limitada no quesito identificação com o espectador, não adentramos nesse sentimento dela, ela está prestes a deixar de existir e virar uma devoradora de gente, perdeu a oportunidade de viver, de namorar, de conviver com a família e irmãos e não esboça quase nenhuma reação? Esse é o problema do artifício do silêncio, se não ter cuidado pode acabar virando o ponto fraco e enfraquecer, assim, os personagens.

No entanto, aos amantes, assim como eu, dos clássicos do George Romero, cabe ressaltar a reinvenção da temática zumbi que temos, hoje, no cinema, desde o curta “Cargo” até aquele “Meu Namorado é um Zumbi”, o segundo um exemplo equivocado se compararmos a qualidade, mas ainda assim diferente na sua ideia. É um universo a se explorar, aliás, um detalhe importante de “Maggie” é justamente o mundo, entendemos o tempo todo que as pessoas estão diante de um vírus novo, porém não temos a exploração de outros lugares, outras casas, notícias a fins, acompanhamos somente a família, ai sim o processo de identificação funciona, pois geralmente em filmes de zumbi temos um grupo e sabemos que facilmente se descobre um líder entre ele, aqui nós só temos perdedores, só temos a realidade. Como seria ver alguém que amo virando um monstro assassino? Não é vídeo game, piada como no ótimo “Zumbilândia”, se eu perdesse todos assim nem capacidade para viver eu teria, imaginem com isso a profundidade da questão. Infelizmente em “Maggie” isso não foi bem explorado, mas devemos aplaudir essa ousadia.

A cena final onde ela já quase desmanchada desce as escadas, criando-se uma certa tensão, pois seu pai está dormindo na poltrona da sala, é incrível. Ela caminha até ele e supomos que mais um entrará para o clube, mas não, ela dá um beijo na testa do seu pai, como se quisesse agradecer por ele ter ficado ao seu lado e a defendido como pôde, como se fosse o momento de se despedir, de certa forma soubesse que o seu coração se tornaria mal e não merecedor de um pai como ele. É nessa cena que nos importamos com a menina que tinha uma paquera – inclusive ele também está infectado -, tinha irmãos etc. Enfim, mas chegamos ao final do filme e percebemos que a ideia brilhante não foi bem executada.

emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

More Posts - Website

Follow Me:
TwitterFacebookGoogle PlusFlickrYouTube