La La Land, 2016

La La Land ( Idem, EUA, 2016 ) Direção: Damien Chazelle

★★

Em 2011 foi lançado nos cinemas o sucesso “O Artista“, dirigido pelo Michel Hazanavicius, o filme foi a aposta certa ao Oscar do ano seguinte por conta de uma exaltação sobre a sua proposta de homenagear os anos maravilhosos do cinema mudo. O entusiasmo parecia se encontrar em cada canto, críticas maravilhosas faziam alusão ao filme como sendo uma ousadia narrativa, super bem interpretado e dirigido, algo que entraria para a história. O resultado é que estamos em 2017 e, justamente, poucas pessoas mencionam “O Artista“, senão, pelo fato de ter conquistado o Oscar de 2012.

“La La Land”, apesar de possuir algumas características especiais, especialmente na direção de arte e fotografia, parece caminhar na mesma direção da obra citada acima, se fortalecendo como uma homenagem pura, levando-nos a embarcar na história agridoce do casal Sebastian (Ryan Gosling) e Mia (Emma Stone). Ambos possuem o sonho de viver da arte mas precisam acostumar-se a recorrer um ao outro para manter as forças até a realização desse objetivo.

O filme se apresenta destacando a força da cidade de Los Angeles para a trama, bem como as cores vibrantes para ressaltar a magia que envolverá o casal. O fato é que ambos se veem mergulhados na obstinação e o impulso e amor à arte que possuem é colocado em prova a partir do momento que presenciam a indiferença por parte das pessoas. As cores azul, vermelho, amarelo e roxo estão muito presentes; os dois primeiros como contraste entre tristeza e energia, paixão; o visual contextualiza o psicológico das personagens além de transportá-los para um universo onírico, que dá total liberdade ao diretor Damien Chazelle trabalhar ângulos e movimentos de câmeras, inclusive nas cenas de coreografias.

A aproximação dos personagens acontece de forma orgânica, mas o desenvolvimento é frágil pois vai de desencontro com a apresentação. Como musical “La La Land” é mediano; como filme de romance é lamentável. As coreografias e canções são esquecíveis – há apenas uma canção maravilhosa e que, infelizmente, é repetida na trama diversas vezes para pontuar o encontro ou despedida – e o romance é estruturado em uma série de clichês.

A diversão é garantida, principalmente pela harmonia entre a Emma Stone e Ryan Gosling. Os dois constroem personagens adoráveis, conversam entre si com uma naturalidade imprescindível o que, por consequência, cria uma atmosfera graciosamente hipnotizante. Mas ainda é uma experiência razoável, as referências são bem interessantes mas, sozinhas, não sustentam a fragilidade do roteiro; o sentimento que fica é que seria bem melhor revisitar as obras referenciadas.

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No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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CdA #024 – Namorados para Sempre

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Fizemos uma análise, dessa vez, sobre relacionamentos, mais precisamente o final de uma relação. Usamos como base o filme “Namorados para Sempre”.

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