CdA #77 – Do imediatismo à estagnação intelectual

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Emerson Teixeira Sandro Macena discutem sobre o imediatismo da sociedade, o que se estende para a inerência do homem moderno ao conforto e, por que não, o quanto viramos reféns das informações rápidas. A tecnologia nos auxilia, sem dúvidas, mas quais são os perigos dessa vida interligada às redes sociais? Estamos esquecendo o simples?

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No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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Stanislavski e a Preparação do Ator

A palavra teatro (théatron) deriva dos verbos gregos “ver, enxergar” e significa lugar de onde se vê. A grande afirmação para essa questão é: não existe um só lugar que não enxergamos a vida acontecer diante dos nossos olhos. Como tal, o teatro funciona como um reflexo da realidade, movimentos cautelosos ou violentos criados a partir da ânsia do homem em se imortalizar. A expressão corporal e vocal exala uma propriedade mística, por isso desde o começo do teatro – cuja origem segue sem explicação – ele está estritamente ligado com rituais para o divino.

Quem sabe a teatralidade tenha começado na pré-história, talvez com algum homem imitando os animais, brincando, não sei. A única coisa que tenho certeza é que o homem existe e, por isso, modifica o meio e sua própria vida para seguir sobrevivendo; é isso que fazemos, reinterpretamos constantemente tudo e duplicamos nossa própria vida em busca de outras experiências. Não seria exatamente essa a maior dor que existe? as infinitas possibilidades desperdiçadas, os caminhos misteriosos do “e se?”.

Nesse artigo irei analisar alguns aspectos importantes da preparação do ator em base ao livro A Preparação do Ator de Constantin Stanislavski. Clássico literário que serve como essência para a formação de atores e cuja importância histórica é gigantesca. A título de curiosidade, Charles Chaplin citou uma vez o livro e o analisou como excelente não só para os interessados em atuar, como para a vida. Em base a essa frase, pode ter certeza que o livro te ajudará a aplicar alguns conceitos teatrais nos seus projetos, seja eles no audiovisual, teatro ou em qualquer área profissional, artística ou não.

Constantin Stanislavski nasceu na cidade de Moscou em 5 de Janeiro de 1863 e desde cedo teve contato diretos com a arte. Inclusive na sua casa ajudava na manutenção de um pequeno teatro, onde haviam apresentações para algumas pessoas da sua família. O mesmo local era um abrigo eventual para grandes intelectuais da época.

Com 25 anos ele fundou junto com algumas pessoas a Sociedade Literária de Moscou visava discutir sobre a arte performática. Com o passar do tempo, mesmo com o relativo sucesso, ele não consegue mais sustentar esse grupo, pois todos os custos saiam do bolso deles e o negócio se tornou inviável.

Mas o milagre artístico aconteceria mesmo 10 anos depois, quando após diversas correspondências dele com o Vladímir Dântchenco, os dois resolveram se encontrar e desse encontro surge a ideia de criar o Teatro de arte de Moscou. E esse foi o princípio da mudança do teatro mundial, pois os dois mestres intelectuais discutiam e inventavam a cada dia métodos teatrais que resgatavam a visceralidade performática que estava sendo esquecida na época. Essa contribuição foi e é impactante, pois quebrou o conservadorismo e deu um pontapé na liberdade de expressão, cujos movimentos no palco deveriam ser pautados na realidade e não no exagero, ou como o próprio Stanislavski cita bastante… “atuação mecânica”.

Atuação mecânica, resumidamente, seria aquela postura do ator em exagerar os seus movimentos de forma a caracterizar uma interpretação, o ator se exibindo como ator. Em síntese, o teatro busca a realidade na sua mentira, por isso há pluralidade e possibilidades infinitas quando pensamos em escolha de elenco. O diretor deve escolher o ator e ele, por sua vez, deve sentir o seu personagem. Caminhar com ele e entendê-lo – sobre qualquer circunstância – até mesmo no camarim ou nos intervalos de cena.

Sobre isso, há uma passagem interessante no livro:

“Lembrem-se disso: todos os nossos atos, até mesmo os mais simples, que nos são de tal modo familiares na vida cotidiana, tornam-se forçados quando surgimos atrás da ribalta, perante um público de mil pessoas. Por isso é que temos que nos corrigir e aprender a andar novamente, a nos mover de um lugar para o outro, a sentar ou deitar. É essencial nos reeducarmos para olhar e ver no palco, para escutar e ouvir”.

Qualquer pessoa que já atuou sabe o quão impactante e verdadeiro é esse trecho. Um levantar de braços durante uma apresentação parece que dura uma eternidade, como se pequenos detalhes fossem difíceis de realizar. Claro, a insegurança é quebrada conforme as repetições e ensaios, no entanto, no sentido filosófico, nenhuma ação enquanto apresentação é simples. Quando o ser humano se torna o centro das atenções e expectativas, não existe meio termo: ou ele se sente poderoso demais ou de súbito percebe a sua pequenice. Pessoalmente, sinto que o trabalho constante do ator é encontrar o meio termo entre esses dois extremos.

Stanislavski dizia também que o ator deve ser um intelectual, se interessar por áreas diferentes e observar o que acontece diariamente ao seu redor. Isso porque precisa absorver os detalhes do cotidiano de forma a compor as suas personagens. Essa ideia parece óbvia hoje, mas imagina na época? os seus métodos tecnicistas envolvem uma série de conhecimentos, que vão desde a medicina, alongamentos, passando pela psicologia, meditações, enfim, os seus escritos demonstram um alto domínio de tudo que envolve a construção da arte teatral.

A sua escrita é inteligente pois mistura a ficção de modo a estruturar com mais força os seus métodos. A sua proposta é fragmentar o papel do ator e transformá-lo em um equilíbrio ambulante, para que ele consiga buscar em si exatamente os conceitos que unem a atenção, desprendimento e espiritualidade. O ator precisa ser curioso ao ponto de perceber nuances da voz e interrogar aquilo que não compreende; ter coragem para se jogar no palco e não se interessar pelas consequências mas sim pelo sentimento do momento em relação à entrega total, fisica e psicologicamente;

Em um artigo que expliquei como e por onde começar a estudar cinema, enfatizei a importância de estudar separadamente a história e métodos do teatro – inclusive um dos livros que recomendei é justamente A Preparação do Ator.

Analisar a atuação no cinema é mais complicado pois existem centenas de ferramentas artísticas que manipulam a performance, mas aos cinéfilos e estudiosos do cinema, é interessante a leitura do Stanislavski justamente para entender a dificuldade do bom ator em reunir uma série de informações e as carregar consigo enquanto tenta se manter em equilíbrio entre a sua verdade e a criação de uma nova vida que, porque não, será moldada a partir de uma mesma essência.

Stanislavski, assim como outros pensadores, contribuiu para o pensamento crítico da arte mais pura de todas. Ele elaborou uma série de sequências didáticas, popularmente conhecidos como “sistema Stanislavki”, que assumem uma importância histórica enorme pois dialoga com outras áreas do conhecimento humano. As técnicas, nas palavras dele, “não fabricam a inspiração, mas criam um terreno favorável pra ela.”

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A imortalidade sob a perspectiva existencialista da Simone de Beauvoir

A imortalidade sob a perspectiva existencialista da Simone de Beauvoir: a obra “Todos os Homens São Mortais” como diálogo definitivo do homem e sua busca irracional pelo infinito.

Assistindo recentemente o sucesso “Logan” (2017) não pude ignorar o fato de que o tema principal discutido pelo filme é justamente a luta de um homem contra o seu tempo. Partindo desse exemplo popular, hoje trago uma resenha sobre o clássico livro de uma das minhas escritoras favoritas, a feminista  Simone de Beauvoir. A proposta não é dissecar o trabalho inteiro da escritora, irei me ater apenas em alguns dilemas do livro em questão, de forma a compor uma reflexão sobre o fim da existência – uma ideia que tem sido recusada ferozmente por diversas sociedades ao longo da história – algo que ilustra não só a ansiedade da humanidade em se dividir, seja através da arte ou não, mas também a solidão existencial motivada, principalmente, por uma sociedade que pré-determina o tempo das conquistas individuais e pressiona o indivíduo em relação ao tempo que lhe resta. Será que a nossa vida seria diferente se descobríssemos que a expectativa de vida humana passou a ser de apenas quarenta anos?

Um conhecimento básico na estrutura de roteiro é que qualquer história se divide em três atos. Entre os “pontos de viradas” – como são chamados os exatos momentos que representam a transição do primeiro para segundo ato; do segundo para o terceiro – existem diversos momentos cruciais na história, mas todos estão divididos entre as três fases primordiais.

Se viajarmos em alguns conceitos da numerologia, bem como a própria história, perceberemos que o número três é muito significativo em diversas culturas e religiões. Peguemos como exemplo a lenda de Édipo, que é interrogado pela Esfinge, muito sábia, com um questionamento oportuno sobre a essência da vida. Ela pergunta: “Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite?“. O herói, após refletir um pouco, responde que é o homem. E se justifica: “O amanhecer é a criança engatinhando, entardecer é a fase adulta, que usamos ambas as pernas, e o anoitecer é a velhice quando se usa a bengala“. Três etapas sendo desmistificadas com características que resumem uma só realidade: a vida humana se modifica apenas para encontrar o seu repouso.

A existência tem como essência o movimento, a jornada da vida não é uma linha reta e limpa, é impossível reconhecer previamente os obstáculos sujos ou maravilhosos da estrada à frente. No entanto, a beleza da vida se encontra justamente na cegueira provocada pelas curvas acentuadas do caminho que tiram a nossa ciência do depois. O ser humano é o único animal capaz de imaginar o ponto final, e sempre que o faz, interpreta o fim como uma rua sem saída, cuja limitação provoca uma série de decepções. 

É corajoso da nossa parte estar aqui e continuar existindo; é ignorante da nossa parte achar que a vida existe para suprir os nossos desejos. A vida é procurada até mesmo na morte, afinal, elas partem do mesmo propósito: não existe sentido em uma estrada que não leve à lugar nenhum.

“Todos os Homens São Mortais” é um livro que investiga justamente essa questão elementar. Escrito com uma sobriedade assustadora pela sempre excelente Simone de Beauvoir, acompanharemos um personagem chamado Fosca que, em pleno século XIII, bebe uma poção que lhe prometia trazer a imortalidade. A benção da vida eterna, aos poucos, vai se transformando em maldição e esse personagem se sente incomodado com a sua presença fantasmagórica no mundo. Um ser etéreo; um homem que é enxergado pelos outros como um ser morto.

A leitura é obrigatória para os amantes do existencialismo, pois a imortalidade é trabalhada de uma forma realista, distanciando o leitor de uma visão romanceada de uma existência sem o perigo iminente da morte. A vida sem a problematização do seu fim é como uma obra de arte que fora rasgada pelo próprio artista. Os pedaços da arte, mesmo que colados, nunca mais retornaram ao mesmo princípio. Parece que o homem só anda para se reencontrar com o vazio e, se fosse possível rejeitar essa realidade, de nada adiantaria acordar.

O homem, desde o início dos tempos, encontrou na arte a forma ideal de se imortalizar. A quebra da rotina de caças e inseguranças diante os perigos de um mundo hostil, eram quebrados pela sutileza de momentos dedicados às pinturas rupestres. Atitude que nos aproximava dos deuses, trazia o conforto espiritual. É impossível um artista não ser espiritualizado, tendo como exemplo toda uma história onde os seus semelhantes sempre tentaram encontrar um lugar no mundo para espalhar as suas mensagens.

A sensação de pequenice, provocada pela finitude, é mascarada de diversos modos. Como a própria escrita que tem como função principal o domínio do escritor sobre a normalidade. O tempo limitado, como podemos sentir lendo as páginas de Simone, não se trata de uma desgraça; mas sim de uma coerência. A harmonia da vida é a delicadeza e compreensão da sua presteza.

O alento pessoal é a sincronia do coração com a natureza. Os passos são dados e a trajetória é o âmago dos desdobramentos emocionais. Afinal, ninguém se interessa por aquele que nada passou e nada passará. A história encanta, mas a conclusão é uma ilusão. Na arte não existe um fim literal, só um pequeno momento que separa o fácil do transcendental.

Na construção de um roteiro, os três atos são a essência da estrutura narrativa. Mas nós, como artistas, podemos simplesmente inverter a ordem. O fim passa a ser o começo. Não é assim que o ser humano lida com o luto? a lembrança é a maior virtude dos rebeldes.

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CdA #61 – Adaptações cinematográficas de livros

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No episódio número #61 do podcast [Cronologia do Acaso] Emerson Teixeira recebe Cliff Rodrigo Jucimara Pauda – do canal Livro sem frescura – para uma discussão sobre livros e suas respectivas adaptações cinematográficas. O que é necessário para realizar uma boa adaptação? Harry Potter mudou a forma que os jovens veem os livros? Tudo isso e muito mais nesse episódio especial.

O filme mais antigo, registrado como uma adaptação de um livro é o “Sherlock Holmes Baffled”. O curta foi feito em 1900 e descoberto em 1903. Em 1903 tem também a adaptação de “Alice no País das Maravilhas”, super produzido para a época e resgata com perfeição a surrealidade proposta no livro por Lewis Carroll.

 

Lista de filmes/livros citados durante o podcast:

  • Lolita
  • Sherlock Holmes
  • Le voyage dans la Lune, 1902
  • Alice no País das Maravilhas
  • Harry Potter
  • As Vantagens de ser Invisível, 2012
  • Policarpo Quaresma, Herói do Brasil, 1998
  • O Poderoso Chefão, 1972
  • Psicose, 1960
  • Neco z Alenky, 1988
  • Coraline, 2009
  • Caos Calmo, 2008
  • Sandman
  • Superman
  • Memórias Póstumas, 2001
  • 1984
  • Um Sonho de Liberdade, 1994
  • O Senhor dos Anéis
  • Sobre Meninos e Lobos
  • Onde Vivem os Monstros
  • Carrie – A Estranha
  • O Exorcista
  • Horror em Amityville
  • Vingador do Futuro
  • V de Vingança
  • Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
  • Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
  • Ratos e Homens
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O Segredo de Eleonor, 2009

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★★★★

As animações francesas possuem, na sua maioria, um visual maravilhoso, geralmente contrastando a delicadeza e infantilidade com temas profundos e, em algumas oportunidades, densos.

O charme que já é característico do país também se torna muito presente nas animações, conquistando público de todas as idades, seja através da naturalidade que se desenvolve o roteiro, as belíssimas canções ou os personagens marcantes.

“O Segredo de Eleonor”, dirigido por Dominique Monfery, que trabalhou também no curta “Destino”é mais uma prova de que a França é um dos países com maior talento para encantar o mundo com seus longas animados, junto, é claro, do Japão, no entanto os dois se diferenciam muito. 

O filme conta a história de um garotinho Nathaniel que, desde o início é mostrado como o irmão mais novo que é obrigado a ouvir as provocações da irmã, a maioria das provocações fazem referência ao seu tamanho mas, uma em especial, o machuca muito: não saber ler.

Nathaniel, apesar de ser incrivelmente criativo, ainda não consegue ler, está passando por dificuldades na escola. No entanto, a sua aproximação com a leitura é muito íntima, visto que anos antes sua tia, Eleonor, lia muitos contos de fadas para ele. Nas férias, a família retorna a casa de campo e o menino revive algumas lembranças boas da sua tia que, infelizmente, faleceu momentos antes. Ela, porém, guarda alguns segredos, o maior deles é sobre livros.

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A primeira coisa que chama muito atenção é o uso das músicas, a cena inicial traz uma bem obscura, logo em seguida os personagens vão aparecendo e a cada minuto vai se tornando mais suave. Representando a confusão vivida pelo protagonista em um mundo onde a sua liberdade criativa não é o suficiente.

A leitura e a palavra estão muito presentes nesse filme, assim como a irrelevância dessas duas quando não há a imaginação e interpretação. Seria a leitura apenas uma decodificação de símbolos ou uma oportunidade real de criar sobre uma criação? Fica nítido, desde o início, que Nathaniel interpreta mais o mundo e as palavras do que sua irmã, a relevância desse conteúdo quase investigativo é enorme, podendo ser facilmente trabalhado em escolas, por exemplo, auxiliando a desmitificação da imposição da leitura no nosso dia a dia.

A leitura serve para nos fazer felizes, sem obrigações. E é exatamente esse tema central do filme, pois o garoto se torna uma espécie de guardião dos personagens dos contos de fada que sua tia lia para ele, a trama se desenvolve de forma muito parecida com “Toy Story 2”, o que se torna uma grande homenagem, pois as intenções são outras e tão grandiosas quanto.

Curioso notar que a personagem que mais encanta o menino – e que será a sua parceira na aventura – é Alice. Demonstrando mais uma vez a grandiosidade dessa personagem clássica, remete-nos ao seu desdém durante a leitura de um livro sem imagens, ainda por cima quem lia era sua irmã. Outro elo claro entre os dois é a capacidade quase compulsiva de sonhar e de se desprender.

“O Segredo de Eleonor” é excelente, tem doses de humor mas em nenhum momento anula a profundidade proposta desde o início. Se torna uma viagem mágica através do autodescobrimento e maturidade, tudo de forma bem orgânica e despretensiosa.

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CdA #021 – Assista esses filmes… de olhos fechados!

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Um bate papo gravado com o Sandro Macena há algum tempo, onde recomendamos alguns filmes que vimos. Estamos colocando novamente para esse conteúdo não se perder, os filmes que indicamos são muito bons e esperamos que os ajude a escolher algo para ver em algum final de semana.

Alguns filmes/livros citados: 

Qual é o Nome do Bebê?, ( Francês ) 2012
Noite de verão na Cidade, ( Francês ) 1990
O Som ao Redor, ( Nacional ) 2013
Mais ne Nous Délivrez pas du Mal, ( Francês ) 1971
Filhos do Paraíso ( Iraniano ) 1997
Prova de redenção ( Espanha/Itália ) 2012
Livro: O Mundo de Sofia
Livro: O Apanhador no Campo de Centeio
Livro: Ratos e Homens

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