Amores Imaginários, 2010

Les Amours Imaginaires

★★★

Xavier Dolan, em seu segundo trabalho, esquece temporariamente a questão familiar e se preocupa em dissecar o interesse romântico e como se dá esse processo, principalmente na cabeça de um jovem – o que, de fato, não está atrelado exclusivamente a idade – e se estende para uma tentativa de mensurar a intensidade da entrega ou até mesmo esperança que temos em um outro alguém.

A vida é repleta de encontros, o homem, por consequência, é envolto de desejos, então é questão de segundos o processo de se apaixonar, no mesmo tempo que é fácil se enganar sobre tal sentimento, bem como a decepção é bem comum. Uma dúvida sempre permanece presente: será esse sentimento recíproco?

Onde se encontra o limite em enxergar no outro uma possibilidade de romance e estar completamente cego? O fato é que nunca chegaremos a uma resposta para isso, no entanto existe a certeza de que nossos primeiros contatos com essa questão se dá na adolescência e, como já mostrado no seu trabalho anterior, Dolan se revela especialista em desenvolver trabalhos completamente identificáveis. O fato de ser jovem, sem dúvida, faz com que essa necessidade de desabafo seja muito mais intenso; ele é um jovem, falando sobre jovens e para jovens.

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Era de se esperar que depois do estrondoso sucesso de “Eu Matei Minha Mãe”, o diretor adquirisse uma maturidade maior e isso acontece, seu segundo filme se trata de uma obra diferente, porém, traz consigo algumas coisas que prejudicam o resultado.

Partindo de uma premissa por si só envolvente, o longa nos mostra um jovem chamado Francis ( Dolan ) e sua amiga inseparável Marie ( Monia Chokri ) que conhecem Nicolas ( Niels Schneider ), um jovem bonito e espontâneo, e ambos se apaixonam por ele.

Continuando com suas manias já características de câmeras lentas e acompanhamento dos personagens de costas, o diretor tenta desenvolver esse arco de forma excepcional e diferenciada, porém esse esforço se torna frágil por diversas vezes dentre tantos exageros.  Por exemplo, em seu primeiro filme, o já citado “Eu Matei Minha Mãe”, o uso da câmera lenta é sutil e muito apropriada as circunstâncias, já no segundo chega um momento que se torna simplesmente cansativo. Outro ponto e, sem dúvida, o mais prejudicial: no primeiro existem inserções de confissões, onde o próprio protagonista desenvolvia um monólogo interessantíssimo, aqui no seu segundo filme Dolan parece querer ampliar isso e traz outras pessoas devaneando sobre relacionamentos, o problema é que acontecem em momentos chaves, onde o ápice dos acontecimentos ainda estão sendo calculados pelo espectador quando, subitamente, Dolan corta abruptamente esse processo com as inserções. Ou seja, ele sabota a sua própria obra.

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Tirando esses fatores que acabam ofuscando a qualidade do filme, Xavier Dolan ainda continua fazendo jus ao seu incrível trabalho com detalhes. Nessa obra temos uma preocupação quase frenética com o figurino, os dois amigos que estão interessados em um objeto – pessoa – em comum, vivem uma confusão de sentimentos e por esse motivo precisam de deslocar do senso comum. O figurino assume uma importância gigantesca em destacar cada momento e o estado psicológico dos personagens. A utilização do azul e vermelho é evidente, porém, Marie é a única que se mantém constantemente próxima ao vermelho, os demais personagens ficam mesclando azul e vermelho, de modo a contemplar com mais afinco não só o interesse romântico como a barreira existente entre os dois em relação a opção sexual, afinal, durante toda a projeção o espetador – e personagens – nunca sabe ao certo qual é a opção sexual do Nicolas que parece tentar seduzir tanto Marie quanto Francis.

Marie é sem dúvida uma personagem pouco carismática, usa constantemente o vermelho – saltos altos, batom, blusa, saia etc – porém o significado forte que essa cor exala como paixão e sensualidade fica muito mais no campo da pretensão do que realidade. Existe uma barreira na moça que a impede de tomar uma iniciativa maior, talvez seja a própria maturidade. Por outro lado, Francis se doa completamente ao seus sentimentos, contrastando também com sua vestimenta, afinal, ele usa bastante o azul.

É válido ressaltar ainda uma cena em que Francis se masturba cheirando uma camisa do Nicolas, essa camisa é vermelha, como se fosse uma masturbação em prol a uma personalidade que se perderá em meio a um desespero em estar só.

No primeiro filme do diretor, a casa da mãe era um exemplo perfeito de como o cenário é importante para contar uma história. Em “Amores Imaginários” ele abusa das cenas exteriores, fazendo da rua o seu aconchego. Citações ou imagens de Audrey Hepburn e James Dean – símbolos do desprendimento – também se tornam extremamente relevante em ambos filmes.

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O cover da música Bang Bang que aparece bastante, principalmente nas cenas em que Francis e Marie estão se produzindo afim de alcançar a sua presa, é bem interessante. A música exala uma atmosfera brega e grandiosa e a letra ainda apresenta coisas importantes:

Bang bang,
Ele atirou em mim Bang bang,
eu caí no chão
Bang bang, aquele som terrível
Bang bang, meu querido me atingiu

Todo triângulo amoroso é, de certa forma, uma brincadeira, uma violação das regras e dos padrões impostos pelas sociedades. Essa música demonstra que, muito mais do que uma brincadeira, se trata de uma guerra, onde a produção, brincadeiras e os momentos particulares os aproximaram de seu alvo, no mesmo tempo que só haverá espaço para dois. Esse é o tiro da conquista e tanto Francis quanto Marie foram atingidos pela bala da paixão.

Quer forma mais intensa, infantil, crua de traduzir um triângulo amoroso sendo desenvolvido por um menino de vinte anos?

Ainda há oportunidades para cenas onde o trecho “Ele atirou em mim Bang bang,
eu caí no chão” seja desenvolvido literalmente, em uma cena onde Francis e Nicolas estão brincando na floresta.

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“Amores Imaginários” é um filme esteticamente perfeito, fotografia delicada e ângulos cuidadosos, características do Xavier Dolan. Ele realiza mais um bom trabalho, apesar das fragilidades se comparado ao seu primeiro trabalho. No entanto, se trata de uma exímia investigação sobre a busca do seu humano pela sua maravilha, traduzida aqui como o Nicolas. Não a toa, logo no início do filme, temos uma referência clara a “Alice no País das Maravilhas”, quando Francis está tentando pegar um coelho, esse animal o levará ao país das maravilhas, onde as emoções assumem o coração, deixando o individuo completamente cego em relação a falta de reciprocidade do amor platônico.

emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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Dope, 2015

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★★★★★

Dope” é um bom representante de filmes que prendem a atenção desde o seu início.  Com uma narração envolvente, personagens inteligentes e vestidos de forma bem colorida, o diretor Rick Famuyiwa provoca nos espectadores a preocupação com os protagonistas: pois coloca um trio de amigos geeks vivendo em uma cidade repleta de violência e desesperança, no caso é citado The Bottoms, porém esse lugar representa muito mais. Os amigos são extremamente exigentes e corajosos em mostrar constantemente as suas diferenças, visto que são bons alunos, tiram boas notas na escola e querem ir para a universidade, no mesmo tempo que criam, inconscientemente, uma discrepância entre a realidade e as poucas expectativas que todos tem acerca de quem é negro e vive em The Bottoms.

A cidade representa, então, a discrepância. Existem inúmeros casos de preconceitos na própria família que, movidos por um pensamento arcaico, acreditam que o filho de pobre e negro não pode buscar uma vida melhor, buscar estudos etc. A própria sociedade impulsiona esse pensamento quando faz da oportunidade uma área vip.
Contudo, existem muitas histórias mundo afora de heróis que conseguiram se destacar em meio a uma falta de expectativa e apoio, deram tudo de si, e, mesmo caminhando ao lado das drogas, nunca se deixou levar, sempre com foco e equilíbrio.

É fácil perceber que alguns jogam a vida no modo fácil, outros precisam se atrever, superar obstáculos, muitas vezes maior do que nós passaremos um dia. A realidade social, o contexto familiar, as experiências, nada disso proíbe o batalhador de vencer na vida. Usar esses argumentos como motivo para a derrota é, muitas vezes, tentar disfarçar a própria fraqueza.

O interessante é que “Dope“, como escrevi acima, é provocador. Ele transmite toda essa reflexão sobre realidade social de forma sublime, não precisando cair na exposição, muito menos na seriedade. Essa é a sua maior força e, pessoalmente, acredito que fez toda a diferença para se tornar um dos destaques de grandes festivais como Cannes e Sundance.

A narrativa dá um valor gigantesco ao humor, trabalhando temas como o preconceito racial de forma leve e despretensiosa, porém, nunca perdendo a elegância. Hollywood precisa todo ano fazer algum filme que fale sobre os negros, é quase uma obrigação. Quem dera se todo ano aparecesse uma obra respeitosa assim, pois me parece que algumas coisas tentam ser grandiosas mas fracassam, sendo distantes da realidade e morrendo afogado na sua própria pretensão.

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O figurino dos três amigos além de ter uma importância para a compreensão do desprendimento existente entre eles com o meio, ressalta também a ousadia do próprio filme; Em abusar de uma montagem que parece estar sempre em sincronia com o hip hop. 

Em dado momento, há uma inclinação a acreditar que os objetivos serão deixados de lado para seguir um caminho fácil. Algo como “Breaking Bad” que, em uma perfeita mescla de humor e densidade, desenvolve personagens que falham muito e constantemente se envolvem em situações comicamente desastrosas.

Porém, depois de uma correria – sim, o filme tem um ritmo ótimo – somos surpreendidos com um fechamento do ciclo muito fiel ao personagem que aprendemos a admirar: ​Malcolm. Interpretado com uma mescla de inocência e responsabilidade pelo – anotem esse nome – Shameik Moore, que, por sinal, não é difícil creditá-lo como um bom nome para o futuro.

O final é quase um soco no estômago, Malcolm quase sussurra/grita/desabafa, subliminarmente, algo assim: “Tá vendo? Você achou que eu tava perdido, que não ia conseguir?”. Então percebemos, com um sorriso enorme, que todas situações catastróficas eram apenas reflexos dos obstáculos que temos na vida, que a droga significava a estagnação e que fomos presenteados, nesse ano de 2015, com mais um excelente filme sobre o jovem.

“Porque eu quero ir pra Havard? Se eu fosse branco,vocês me fariam essa pergunta?

emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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Tangerina, 2015

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★★★★★

O diretor Sean Baker dirigiu em 2012 o pequeno grande filme “Starlet” que, basicamente, acompanha uma menina e uma relação nada provável que se estabelece entre ela e uma senhora de 80 anos de idade.

O engraçado é que por mais que eu tenha gostado do filme, apenas a intenção de “mergulhar” na relação fora do comum entre uma pessoa querendo descobrir o mundo e uma senhora solitária que tem muito a oferecer, que realmente me chamou a atenção. Quando eu assisti, há uns 2 anos, jamais classificaria o diretor como ousado ou um grande nome para o futuro. Vejam só que ironia! Assistindo o seu mais recente filme foram exatamente essas certezas que eu tive.

“Tangerina” tem como proposta algo aparentemente simples: acompanhar a vida de duas meninas, transexuais, pelo mundo da prostituição. Como podemos imaginar, esse mundo suburbano traz consigo uma série de outros elementos que irão compor essa história como, por exemplo, violência, preconceito, amizade, falsidade etc.

 O trabalho de direção é muito eficiente pois consegue transmitir uma sensação de rebeldia, desprendimento e atitude, demonstrando com perfeição a alma do cinema independente. Filmado inteiramente com apenas 3 Iphones – o que não é algo inédito no cinema – os movimentos de câmera que acompanha a protagonista, geralmente enquanto ela perambula pelas ruas de Los Angeles, dá a sensação de mergulho na personagem, nas suas necessidades, bem como no seu olhar sobre as ruas.

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Mesmo que o diretor se utilize da tecnologia para a filmagem, o seu trabalho é tão eficiente e maduro, as decisões são tão oportunas, que logo nas cenas iniciais concluímos que o filme, de forma alguma, é amador. Muito pelo contrário.

O fato de ser utilizado celulares para a realização, não apenas diz respeito ao orçamento, como também dá a possibilidade de uma maior liberdade de criação, uma flexibilidade e intensidade que, no caso do filme em questão, se torna muito necessário. Com o ótimo resultado em grandes festivais como Sundance, por exemplo, essa decisão impacta diretamente na forma de se fazer filmes. Hoje com o crescimento da tecnologia, a evolução da qualidade, se tornou muito fácil produzir um conteúdo. Isso de forma alguma é algo ruim, pois dá voz à pessoas talentosas para produzirem a sua arte da forma mais acessível possível.

O celular pode ser uma ferramenta crucial no cinema, principalmente independente, pois é algo que a maioria possui. Então partir do pressuposto, em uma narrativa, que a realidade está sendo captada da forma mais amadora e visceral é possível, e, dependendo da forma como será trabalhada, poderá ser desenvolvidas outras grandes obras como “Tangerina”; Que consiga se sobressair a qualquer dúvida em relação a qualidade de filmagem.

Sean Baker, um diretor de 44 anos – com muita vontade e sensibilidade – conheceu duas pessoas em um evento LGBT: Kiki Kitana Rodriguez e Mya Taylor. Ambas não tinham nenhuma experiência como atrizes e desenvolvem as suas personagens de forma extremamente visceral. Existe uma liberdade ali, uma intenção de tornar as ruas em um grande palco e, assim, fazer as atrizes brilharem. Eu não hesitaria em afirmar que ambas as atuações poderiam ser reconhecidas em premiações grandes, caso não existisse tanto conservadorismo e preconceito no mundo.

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Logo no início já percebemos uma preocupação enorme em ser natural, o que poderia acabar resultando no equívoco da artificialidade, porém, se mantem com elegância no objetivo, a naturalidade se torna o maior mérito dessa obra. Talvez os conflitos apresentados sugiram algo vazio nas cenas iniciais, porém demonstra com perfeição a realidade dessas pessoas, que se utilizam da rua como uma forma de sobrevivência e aceitação.

A amizade está muito presente, assim como a comédia. É incrível a capacidade dos envolvidos em apresentar um tema tão profundo, de forma tão despretensiosa e que se relacione tão bem com o humor. Mais interessante ainda é notar que há uma inteligência na mescla do drama em momentos pontuais, homenageando essas personagens que conseguem ser tão fortes a ponto de sorrir mesmo em meio as lágrimas internas que existem quase que constantemente. Os conflitos, que pareciam vazios, vão dando lugar ao entendimento e respeito para com aquela forma de vida.

O uso da música, de uma forma geral, é muito boa, em dado momento temos um clássico de Beethoven e a personagem parece estar acorrentada pela vida, pelas pessoas, como se fosse invisível, e, de repente, diante a um movimento simples, começa a tocar um hip hop. Em outra cena, uma das melhores do filme, Alexandra ( Mya Taylor ) apresenta a canção “Toyland” em uma boate, extremamente linda, extremamente talentosa, porém, não consegue atrair tantos olhares, tantas admirações; Depois em uma discussão sabemos que ela teve que pagar para cantar na boate, ou seja, precisava se mostrar. No entanto, o sorriso no rosto ao convidar suas amigas e clientes para a sua apresentação, dá lugar a decepção da realidade: ela é uma pessoa que vive a margem da sociedade.

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O fato da história ou conflito acontecer na véspera de natal, só reforça o quanto faz falta um lar. No mesmo tempo que diante a fotografia alaranjada, os detalhes vermelhos e a própria postura das protagonistas, sugerem que aquele sistema se torna uma grande família imperfeita, por mais errôneo que possa parecer aos olhares exteriores.

Desde as prostitutas até os pais de famílias que procuram os seus serviços eventualmente. Aliás, o termo “família” é algo muito questionável durante o filme, talvez de forma implícita, assim como a amizade. Parece que todas precisam ser amigas, precisam estar conectadas, uma relação amorosa não é o suficiente, o sexo, por sua vez, não é prazeroso.

“Los Angeles é uma mentira embalada em um papel bonito”

Outro foco do longa é os taxistas armênios, além deles serem um dos clientes das prostitutas no filme, servem como uma fuga para o espectador. As cenas inseridas com pessoas, por vezes, aleatórias, conversando sobre o cotidiano é uma quebra, uma forma de direcionar rapidamente o olhar para o outro lado e, assim, percebemos que lá ocorre algo tão monótono ou complexo quanto. Enfim, tudo é a vida.

Se o começo do filme é de uma intensidade tamanha, no final temos um equilíbrio. Tecnicamente tudo vai se tornando mais calmo, um verdadeiro contraste a uma série de confusões que vínhamos acompanhando. Temos uma densidade que traz uma reflexão sobre todo o processo: percebemos o quão importante é tentar entender os motivos do outro e ultrapassar nossos próprios preconceitos sobre um mundo do qual não pertencemos mas que permanecemos vizinhos. Afinal, existe centenas de coisas absurdas acontecendo nas ruas nesse exato momento.

A cena final é extremamente carinhosa, onde o espectador se conforta junto com as duas amigas, e passa a ter certeza que, apesar das discussões, a amizade que existe ali é verdadeira e confortará ambos corações em momento de desespero – pelo menos naquele instante é de suma importância ter alguém para dividir a peruca.

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