Frequência Fantasma #5 – Curtas-Metragens de Terror!

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Seja bem-vindo você, ser vivo…ou não, a mais um episódio da sua rádio quinzenal (nem sempre rs) Frequência Fantasma. Nesse episódio, rolou um super bate papo sobre curtas metragens, principalmente do gênero de terror, suspense e seus derivados é claro. Foi discutido o que é um curta metragem de fato e como acontece toda sua produção. Por que os longas metragens atingem mais pessoas? Os curtas-metragens é um material realizado para um nicho específico? O time completo do Frequência Fantasma, Sergio Junior, Pamela, Emerson Teixeira (CdA), Lucas Levino e o convidado super especial Carlos Voltor (Nerdcast, Podcrastinadores) trocam ideias e experiências que tiveram com curtas metragens.

Envie seu material ou sugestões para o e-mail: frequenciafantasma@cronologiadoacaso.com.br

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Arte de Capa: Raphael Cravo – Site: http://www.cravo.ink

Filmes citados no episódio:

  • Vinil Verde (2004)
  • A Menina de Algodão (2002)
  • Doodlebug (1997)
  • Dois mais Dois, (2011)
  • Monster, (2005)
  • Elephant, (1989)
  • Lights Out (2013)
  • Don’t move (2013)
  • Amor só de Mãe (2003)

Canal do Carlos Voltor – Youtube: Voltorama

https://www.youtube.com/channel/UCcmyOXnmwiO3U7N_Tht0G5Q

Curtas produzidos por Carlos Voltor!

https://www.youtube.com/watch?v=QBwqBkmRBWk

https://vimeo.com/232290437

Sergio Junior

Sergio Junior

Um mero amante do cinema de terror que sonha em compartilhar e trocar experiências relacionadas a esse gênero com todos.

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Annabelle: Creation (David F. Sandberg, 2017)

Annabelle 2: A Criação do Mal (Annabelle: Creation, EUA, 2017) Direção: David F. Sandberg

O cinema de terror atual se divide claramente em duas esferas completamente diferentes, contudo, as duas vertentes narrativas têm como prioridade a qualidade no que diz respeito à ambientação e o processo de sugestividade. Obras como “No Cair da Noite” (2017), A Bruxa (2016), Sob a Sombra (2016) utilizam a contemplação e os silêncios como forma de incentivar a atenção absoluta do espectador, de modo que o sentimento aja em virtude da curiosidade, reflexão, desconforto ou mesmo o medo; por outro lado, os mais populares, motivados pelo sucesso de novos inteligentes diretores como James Wan, Mike Flanagan, David F. Sandberg etc, compreenderam através da manifestação do público, que o gênero terror moderno precisa caminhar em outra direção afim de não se acomodar no óbvio. É possível perceber, portanto, uma evolução em filmes como “Invocação do Mal 2” (2016), “Quando as Luzes se Apagam” (2016) ou “Ouija 2” (2016), mesmo que alguns citados tenham qualidades finais duvidosas, há de se observar alguns detalhes oportunos em cada um deles, a direção de Wan e habilidade em referências dentro do gênero, a utilização da ausência de luz – medo primitivo – como forma de fragilização psicológica e a competência de Flanagan em trabalhar com o som em seus filmes.

Quando o primeiro “Annabelle” foi lançado, em 2014, a ideia era aproveitar o sucesso do “Invocação do Mal”. E o maior problema do filme é justamente nunca ser pensado por si, mas como extensão de algo maior. O desenvolvimento rápido tirava qualquer possibilidade de mergulho nas sombras que uma boneca amaldiçoada evoca, no fim, um grande potencial fora perdido em prol a um filme exibicionista. Mas na continuação eles acertam, a começar pela escolha de David F. Sandberg para dirigir, um artista que errou em seu primeiro longa-metragem mas que possui diversos curtas-metragens medonhos e, por incrível que pareça, nenhum passa de dois minutos – alás, dois deles são referenciados em momentos oportunos em “Annabelle: Creation”.

O filme começa da maneira mais comum possível, mostrando o passado de uma família onde um acidente fatal com uma menina desencadeia uma série de problemas paranormais em uma mansão de aspecto tenebroso. Fato que se agrava ainda mais a partir do momento onde cinco meninas de um orfanato são convidadas a se hospedarem no local. A apresentação da protagonista Janice (Talitha Bateman) acontece de forma oportuna, pois ao descer do ônibus a câmera se posiciona no degrau ao passo que mostra a dificuldade da menina em descer por conta da sua limitação física em uma das pernas, ponto importante não só pela questão psicológica, a menina se sente a mais fragilizada e vagarosamente vai perdendo as esperanças de ser adotada, como também no desespero causado em diversas cenas de eventos sobrenaturais, onde o fato de não poder correr obriga a personagem a enfrentar o medo ou mesmo fechar os olhos, se esconder, enquanto o espectador enxerga o que está acontecendo em volta, algo que potencia a experiência e exige um bom trabalho com os espaços e objetos da casa.

A maior força do primeiro ato é na exploração dos elementos que futuramente serão importantes para as cenas de sustos, a tetricidade dos objetos fazem desse filme impactante em diversos momentos, inclusive a quantidade de possibilidades que se formam em todos os cômodos da casa são incríveis, parece que cada boneco, sombra ou pano pode se tornar um acessório para provocar o medo. Quando o espectador assimila o espaço, fica constantemente em alerta com o que acontece no segundo plano, e isso é muito oportuno no gênero, mas dificilmente é bem feito.

As atrizes mirins têm ótimas performances, mesmo que o longa dependa da extrema coragem de duas personagens para dar sequência ao roteiro. O diretor David F. Sandberg resgata sua melhor competência – demonstrada nos curtas-metragens sem diálogos, caseiros e com somente uma personagem – em criar cenas assustadoras sem recorrer aos artifícios mais comuns, apesar de tê-los como obrigação, nunca mostra aquilo que esperamos no mesmo tempo ou maneira, sempre tem algum detalhe que nos tira a atenção e surpreende.

O terceiro ato destoa do desenvolvimento mostrado até então, o equilíbrio da exposição e sugestão dá lugar as soluções apressadas e decisões que se retardaram afim de se encaixarem no roteiro. Mas ainda assim, “Annabelle: Creation” segue sendo um ótimo filme desse universo criado pelo “Invocação do Mal” e que continuará nos próximos anos apresentando as mais diversas figuras demoníacas perseguindo as mais inocentes almas.

emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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