Fragmentos de um Passado- Casablanca ( 1942 )

Paixão pelos clássicos

Movie Classic ( imagem 1 )

Oi gente… O meu nome é Jucimara Pauda e sou uma apaixonada por livros, filmes e séries. Conheci primeiro os filmes e tomo a liberdade de voltar ao passado para contar a vocês porque sou tão apaixonada pelos clássicos, principalmente os em preto e branco.

Tudo começou quando eu tinha 8 anos e morava na zona rural. Uma TV em casa não fazia a nossa alegria porque ela sintonizava apenas a TV Cultura e eu me lembro que toda vez que eu ligava estava passando um homem dando aulas de Yoga (QUE MERDA).

No entanto, às 11 horas da noite, passava a “Ultima Sessão de Cinema” com filmes clássicos, com atrizes e atores lindos. Antes, Rubens Ewald Filho, que na época era magrinho, explicava os filmes e contava detalhes da vida dos astros de Hollywood.

Mas…..começava o filme e meu pai gritava do quarto que estava tarde e eu precisava desligar a TV. Eu obedecia e ia para o quarto.

Neste momento eu me transformava em super herói, ou melhor, o meu ouvido ficava biônico porque eu conseguia ouvir a respiração dele como se ele estivesse do meu lado.

Assim que meu pai dormia eu voltava para a sala, ligava a TV e terminava de ver o filme. Isto acontecia todas as noites.

A “Última Sessão de Cinema” me transformava em uma criança rebelde, feliz e encantada com o mundo do cinema. Assim nasceu minha paixão pelos clássicos que eu vou dividir com vocês uma vez por semana aqui no Cronologia do Acaso.

Obs: Essa coluna especial, investigando filmes, atores, diretores, entre outros, do passado, receberá o nome de “Fragmentos de um Passado”. 

Casablanca ( Imagem 2 )

Casablanca ( 1942 )

A obra escolhida para inaugurar a coluna “Fragmentos de um Passado” é um filme de uma época muito remota, mas que nunca perderá sua beleza. O filme é “Casablanca” com o carismático casal romântico Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, dirigido por Michael Curtis.

O filme está entre os dez melhores do cinema americano e o casal é reconhecido como um dos que conseguiram a química perfeita nas telas de cinema.

Esta obra prima do cinema foi lançada em dezembro de 1942 no auge da 2ª Guerra Mundial e trazia uma carga de drama, romance, ironia e os meandros da personalidade humana diante da guerra.

Bogart é Rick Blaine um norte-americano triste, irônico, cansado, decepcionado com a vida e que mantém um bar em Casablanca, Marrocos, na fronteira e rota de fuga de quem deseja fugir da guerra a caminho da Europa.

O ator interpretou com maestria o papel de um homem que queria viver em paz, sem se preocupar com o que está acontecendo no mundo, mas não suporta ver as injustiças e acaba se envolvendo com os dramas que estão ao seu redor.

Ingrid Bergman ( Imagem 3 )

Um casal chega ao local precisando escapar dos nazistas. Por coincidência a mulher é Ilsa Lund (Bergman) um grande amor de Rick que o havia abandonado em Paris, a cidade luz, dez anos antes. Este é o motivo da famosa frase do filme “Nós sempre teremos Paris”, enfim boas lembranças sempre ficam em nossos corações.

O marido dela precisa de um passaporte para poder escapar dos terríveis nazistas que circulam pelo local com desenvoltura e aparentemente são amigos de Rick.

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Ilsa fica indecisa entre o amor dos dois homens. O marido dela é Vitor Lazlo, membro da resistência checa que está fugindo dos nazistas,  interpretado na época pelo famoso Paul Henreid.

É impressionante como um filme com mais de 60 anos ainda faz você ficar atenta a tela do computador (achei o filme na internet).

Na época, os roteiristas não sabiam com quem Ilsa iria ficar no final e quando Ingrid perguntava a quem ela deveria olhar com paixão eles diziam: para os dois. O resultado foi uma interpretação magnífica da atriz que até hoje é reconhecida pelo papel.

O filme levou o Oscar de melhor filme, diretor e roteiro. Quem gosta de um bom romance, belas interpretações e um clássico imperdível não pode perder esta obra prima do cinema.

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O diretor Michael Curtiz era húngaro e muito respeitado por sua eficiência, mas era considerado difícil no trabalho. Seus dois maiores sucesso são Casablanca e Aventuras de Robin Hood, com Errol Flyn. Ele dirigiu 28 filmes, uma produção considerada alta para a indústria cinematográfica.

Este é o meu primeiro post. Você tem sugestão de filme? Não se acanhe e diga qual você gostaria que eu assistisse. Lembre-se clássico pode estar em 1942 ou em 1992, depende da idade de cada um. Paz e beijos.

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13179187_10208149833416880_1343018949411775885_n Esse texto foi escrito pela Jucimara Pauda. Ela é jornalista, participante do podcast [Cronologia do Acaso], “booktuber” – tem um canal no Youtube sobre livros chamado “Livros sem Frescura” – e autora na coluna “Fragmentos de um Passado”, onde investiga, semanalmente, o cinema clássico.

Twitter: @pauda0505

Jucimara Pauda

Uma jornalista apaixonada por livros, filmes e séries mas que analisa tudo com o coração e muita paixão. Tem um canal no Youtube sobre livros, chamado: Livros sem Frescura.

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