Frequencies na consonância das vibrações fotográficas.

Co-produção britânica e australiana, “Frequencies” filme de 2013 dirigido por Darren Paul Fisher e conhecido também pelo título: “OXV: The Manual”, o filme pretende ser um ambicioso ensaio metafísico sobre o problema da Moral e do Livre-arbítrio: quão livre nós somos em nosso querer agir? Em um mundo onde o conhecimento determina o destino, jovens tropeçam em uma descoberta: o Manual OXV baseado em uma “antiga tecnologia” onde palavras podem interferir nos padrões de frequências que criam entrelaçamentos quânticos entre as pessoas. Isso pode ser usado para o amor… mas também para o mal. o filme pretende ser um ambicioso ensaio metafísico sobre o problema da Moral e do Livre-arbítrio: quão livre nós somos em nosso querer agir? Em um mundo onde o conhecimento determina o destino, jovens tropeçam em uma descoberta: o Manual OXV baseado em uma “antiga tecnologia” onde palavras podem interferir nos padrões de frequências que criam entrelaçamentos quânticos entre as pessoas. Isso pode ser usado para o amor… mas também para o mal.

A narrativa se passa em uma sociedade dividida entre gênios e pessoas normais. Essa divisão de classes não determinada pelo QI, mas pelo tipo de frequência, alta ou baixa, através da qual a pessoa vibra. Na escola, as crianças passam por testes para avaliar a frequência e são chamados pelos nomes de grandes inventores, músicos ou filósofos, como os protagonistas Marie-Curie Fortune (Eleanor Wyld) e Isaac Newton Midgeley (Daniel Fraser), conhecido por Zak. A partir de uma simples história de amor impossível entre dois adolescentes, o filme confronta essas três respostas, porém acrescenta uma surpreendente quarta reposta dada por uma “antiga tecnologia” teria sido mantida em segredo por toda a História: o poder de formularmos palavras que criam “entrelaçamentos quânticos”, alterando a realidade.

sobre Frequências opostas repelindo-se, reflete no próprio movimento fotográfico do filme, no qual a profundidade de campo aparece bastante reduzida em grande parte do filme, ressaltando o isolamento emocional das personagens, e em certos momentos, raros é claro, a fotografia expande-se em profundidade, pois obviamente estamos tratando de mentes geniais. Interessante também notar a tonalidade e temperatura das cores entre os personagens, também metáfora dessa frequência divergente, quando temos a história de Zak contada sob tons mais quentes, sendo a visão de Marie em tons mais frios, um desperto e a outra a fim de descobrir sentimentos. A ideia centralizada no filme sobre a busca de sentimento desses seres

A alta frequência é a máxima do Filme: “conhecimento -destino”, traça um paralelo interessante sobre a própria experiência cinematográfica, a interseção entre realizador/espectador ou obra/recepção, sendo essa busca por sentir denotada pela expectativa de adentrar à mente e os afetos do público, tangente na recepção dessas obras e como o espectador ao recebê-las interpretam e as adestram eu sua experiência cotidiana. O personagem de Zak sendo marginalizado por exemplo no ambiente escolar por ter uma baixíssima frequência e destoar dos alunos daquele ambiente, é nada mais do que o artista em potencial que diversas vezes é podado em sua potência criativa, e acima de tudo em sua vocação, pois como um personagem dirigi-se a ele em certo longevo do filme atenta para o fato da possibilidade de todos conseguirem entrar em sintonia com a música, fazer música ou tocar um instrumento, qualquer ritmo é aceitável, no qual a equação que esta em jogo é nada mais nada menos do que o efeito criativo, e a possibilidade de mudar a percepção de uma obra de arte ou experimento a partir dessa apreensão do conteúdo humano potencial na Arte.

Nada mais belo do que o desfecho do filme, o antídoto para o controle do homem pelo homem, das desavenças e desiquilíbrio das frequências é revelado na música de Mozart, A música como arte salva o espírito intelectual e humanístico, reestabelecendo a harmonia entre os pares.

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Neylan

Um estudante e produtor de cinema constantemente em busca do Sonho Lúcido. Hello Stranger.

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