Imagine, 2012

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Imagine (Idem, Polônia, 2012) Direção: Andrzej Jakimowski

“Imagine”, de 2012, é um filme dirigido por Andrzej Jakimowski, que acompanha a história de um professor cego que é convidado para dar aula em uma escola – também para deficientes visuais – e, aos poucos, ele vai implementando uma forma ousada de trabalho, no qual se propõe a aumentar o senso de criatividade dos alunos em base ao som das coisas. Essa postura vai de desencontro com o que a escola acredita ser uma boa educação, ainda mais, o professor se arrisca andando sem ajuda de nenhuma ferramenta, o que preocupa ainda mais a escola pois temem que um aluno seja atropelado ao caminhar pelo pátio confiando unicamente na sua intuição e sensibilidade auditiva.

Começamos pelo maior ponto positivo que é, sem dúvida, a intenção de explorar a importância da imaginação enquanto somos vivos. Muito distante do fato da perca de visão, o filme sugere à todos espectadores uma experiência carinhosa: sermos cegos por uma hora e quarenta minutos. Ser cego todos àqueles que não reparam nos detalhes das coisas mais simples são, o filme trabalha essa questão de forma linda, cativante e realista, inverte os papeis e coloca a limitação visual apenas como mais uma barreira imposta pela vida. Com a ajuda do som – excelente durante todo o filme – podemos perceber quantos barulhos existem no mundo, cada passo no filme é alto, com a clara intenção de priorizar aquilo que os personagens estão em contato.

O som é tão destacado, que até mesmo reconhecemos os passos dos personagens principais, bem como o lugar que eles estão. Por diversos momentos me peguei fechando os olhos e escutando o filme com muita atenção, em seguida descrevia, ainda com os olhos fechados, o que se passava visualmente. É uma experiência arrebatadora e muito interessante.

No entanto, preciso mencionar os lados negativos também e começamos pelo roteiro. Mesmo que a ideia seja interessante e bonita, o desenvolvimento é praticamente o mesmo visto em inúmeros filmes que envolve um professor, uma ideia diferente, alunos e tudo isso se chocando com a ideologia da escola. Isso sem contar o ritmo lento que, infelizmente, fica ainda pior com algumas cenas que se repetem.

Por fim, “Imagine” é uma ideia muito boa, acompanhada de perto por uma má execução. Salvo, felizmente, por algumas cenas emocionantes como a do final, interpretação do Edward Hogg – é perceptível muita entrega do ator ao desenvolver o protagonista – e, claro, o som. Mas ainda assim é extremamente conhecido na polônia, tendo ganhados inúmeros prêmios incluindo direção, filme e som.

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emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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