Vivendo com a Minha Mãe, 2015

Vivendo com a Minha Mãe Haha to kuraseba, Japão, 2015 ) Direção: Yôji Yamada

A história gira em torno de uma mulher, Nobuko, que perdeu a sua família na guerra. Após a Segunda Guerra Mundial, ela parte em rumo a uma nova vida e, inesperadamente, recebe o fantasma do seu filho, morto na explosão da bomba atômica em Nagasaki.

Trazendo algumas reflexões interessantes sobre a guerra e os impactos causados por ela – mas nunca sendo completamente eficaz nessa proposta – esse filme é mais uma prova da grande sensibilidade do diretor Yôji Yamada. Sustentando sua história na excelente atuação da Sayuri Yoshinaga, acompanhamos a dor da mãe de forma leve e visceral, até por que a própria personagem nunca demonstra tristeza, se revelando extremamente forte, mesmo que esteja solitária no mundo.

A aparição do espírito do filho acontece de forma abrupta, mas jamais cai na artificialidade, soando como um conforto para a mãe, como se estivesse sendo guiada para o conforto – algo que, na conclusão, será provado de forma bonita e suave.

O filho, que falecerá ainda jovem, cheio de sonhos e vivendo um grande amor, precisa aceitar a sua condição e desprender-se do mundo, enquanto a mãe funciona como uma intercessora dessa necessidade.

O filme tem uma narrativa delicada que, infelizmente, se perde na metade, caindo em um ritmo lento e desnecessário, além das repetições de ideias. Porém a montagem que contém inserções do passado e pensamentos da uma fluidez ao roteiro que, em geral, não apresenta uma história nova mas encanta com a sua simplicidade.

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emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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