Especial Halloween – Filmes de terror no ano de 2016 ( parte 2 )

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Continuando a revisão do cinema de terror em 2016, pulamos o mês de julho – que, pelo menos no grande circuito,  não teve nenhuma estréia – e chegamos em agosto com o lançamento de Quando as Luzes se Apagam. Esse filme tem um gosto especial de decepção, baseado em um curta-metragem chamado Lights Out que foi muito compartilhado no Facebook e outras redes sociais, isso por conta da duração – hoje, na internet, tudo precisa ser rápido – e qualidade, pois mostrava uma criatura demoníaca que aparecia em um quarto quando uma pessoa apagava as luzes. Simples assim.

Eu fiquei com medo também, quando saiu na internet assisti de madrugada e a legenda “você não conseguirá assistir até o final”, talvez, tenha abalado o meu psicológico. Então nesse ano é lançado um filme que se propõe a estender essa história, com uma premissa interessante, principalmente no que diz respeito trabalhar o nosso medo do escuro, a ideia para na sinopse, pois em nenhum momento isso é desenvolvido. O escuro é uma ferramenta para desenvolver um longa repleto de clichês.

Ainda em agosto, tivemos o lançamento de Águas Rasas que, se não bastasse a tensão que desenvolve no início, ainda trabalha com inserções de tela de celular durante o filme, de forma a aliviar o desespero e, ainda, consegue estabelecer uma conexão entre a protagonista e o espectador através, vejam só, da tecnologia. O interessante é que o filme é uma personagem só, solitária em uma praia, portanto o seu celular é o veículo narrativo para conhecermos o seu passado e, em seguida, nos preocuparmos ainda mais com a sua condição desesperadora, afinal, todo mundo tem medo de tubarão, não é mesmo?

Jaume Collet-Serra, o diretor, distribui bem a apresentação e cria uma história bacana em pouco espaço – mais precisamente, uma rocha, onde a personagem principal passa a maior parte do tempo – mas, infelizmente, escorrega feio na conclusão que destoa bastante do realismo que vinha sendo trabalhado até então.

Mesmo assim, é um filme mediano, sustentado por uma direção inteligente e boa atuação da Blake Lively.

Primeira semana de Setembro foi a vez de Sono da Morte, do diretor Mike Flanagan. O ano de 2016 é o melhor da vida desse diretor; sem dúvida no final do ano ele vai olhar para trás e dar gargalhadas por horas. Depois de Hush – A Morte Ouve – que, erroneamente, não citei na primeira parte desse resumo mas, como vocês podem ler na minha crítica, adorei a tensão e o trabalho sonoro do filme, como já é costumeiro no trabalho do Mike, por sinal – o diretor voltou com Sono da Morte, onde ele trabalha com o surrealismo e o mundo dos sonhos, através de um garotinho interpretado pelo fofo Jacob Tremblay. Não é o meu favorito do diretor mas, mesmo assim, ele consegue manter uma qualidade.

Setembro também apareceu por aqui o O Homem nas Trevas, cuja ideia também é interessante, começa super diferente, apresentando a casa com um movimento de câmera sutil, depois acompanha em um ritmo lento os personagens quando estão presos e o silêncio também é muito importante, é usado como uma forma de simular a tensão dos personagens. Porém o fato de apresentar a protagonista como uma “menina boa que rouba por causa da família” dá indícios da conclusão que beira o infantil e covarde, ao jogar fora a linguagem direta e despreocupada em troca de uma série de justificativas inúteis. Aliás, repararam quantos filmes pecaram no terceiro ato? Talvez seja um símbolo do ano de 2016 e uma mensagem para o próximo: não adianta começar bem e terminar mal.

Agora, o filme Bruxa de Blair não tem essa decepção de terminar mal, justamente porque o filme inteiro é ruim. É uma repetição de ideias só que sem a novidade do primeiro, lá em 1999.

E chegamos em outubro que tem a volta de quem? sim! o homem mais feliz do ano: Mike Flanagan. Ouija – Origin of Evil é o segundo filme de um dos diversos que falam sobre o tabuleiro ouija. O anterior é uma bomba, mas esse consegue ser bem interessante, no entanto, nunca alcança um nível alto. Flanagan chama a adorável Annalise Basso – particularmente a acompanho desde Ilha da Aventura e, esse ano, foi maravilhoso vê-la em Capitão Fantástico – que já tinha trabalhado com o diretor em O Espelho e faz uma mistura bem louca desse com Ouija, quebra algumas regras, dá uns sustos, mas entrega algo padronizado, mas ainda assim é uma surpresa.

Esses foram os filmes que eu vi, até agora, e que foram lançados no grande cinema. Mas, sem dúvida, se eu pudesse indicar três que ainda não estrearam e, pelo menos dois, não se sabe quando irá estrear, são: They Look Like People, Shelley e Invasão Zumbi ( que estreia no Brasil em novembro ).

Então é isso, deixo abaixo uma lista de todos os filmes de terror que escrevi nesse ano de 2016:

Dabbe: Bir cin vakasi
Os Inocentes
Terror nos Bastidores
Imperador Ketchup
The Children
O Espelho
Musarañas
O Sono da Morte
Diário De Um Exorcista
Across The River
Demon
Invocação do Mal
Rua Cloverfield
Kairo
Absentia
Hush – A Morte Ouve
Possessão demoníaca no cinema
Horror Hotel
Invocação do Mal 2

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emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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