O Sono da Morte, 2016

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★★★

Em “O Sono da Morte” o diretor Mike Flanagan se limita a fazer algo popular e que dificilmente não será aceito pelas pessoas. Isso porque ele conduz a história de forma delicada, sempre mesclando com algumas questões familiares que acabam criando, inevitavelmente, um elo com quem assiste por conta da identificação para com elementos como carinho, proteção e perda.

A história é sobre um casal chamado Jessie (Kate Bosworth) e Mark (Thomas Jane) que, após perder um filho, adotam uma criança, Cody, da mesma idade. O filho adotivo se adapta à nova família rapidamente, por conta da atenção e dedicação dos pais, porém o menino guarda um segredo que afeta a vida de todos ao seu redor.

A premissa pode soar clichê, mas não é. Inclusive o ponto mais alto do filme é justamente o seu conceito, sendo incrível na concepção e inteligente no desenvolvimento. Infelizmente essa inteligência é, como disse anteriormente, movida por uma necessidade de ser entendida, fica evidente a preocupação de se explicar constantemente e isso sem dúvida irrita por diversas vezes.

Contudo, Mike Flanagan continua provando ser um dos diretores mais promissores da atualidade – principalmente no que diz respeito ao terror, fantástico, suspense etc – e se utiliza de uma série de técnicas para compôr a atmosfera da sua obra, principalmente elementos que contribuem para exaltar o onírico. A cor azul é muito importante em diversas cenas, bem como a borboleta, essa segunda representando a transformação pela qual o pequeno Cody precisa passar.

Cody, interpretado pelo pequeno Jacob Tremblay, é o ponto maravilhoso das atuações, o carisma do ator mirim é muito grande e aqui funciona muito bem para a narrativa.

Certamente, “O Sono da Morte” não é dos melhores do Mike Flanagan, mas ainda assim é interessante, brinca com o visual e se estende, aos poucos, para algumas reflexões sobre a criação, imaginação humana e o mundo dos sonhos; também consegue atrair a atenção através do mistério e o leve suspense, que impulsiona a sensação de surpresa após uma conclusão inesperada.

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emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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