Do Outro Lado da Porta, 2016

other-side-gallery

★★

Johannes Roberts é um jovem diretor que se mostrou, ao longos dos anos, ser um especialista em trabalhar com filmes B. Não vejo nenhum dos seus filmes com animação, muito pelo contrário, a maioria é repleto de clichês absurdos e histórias mal desenvolvidas. É o caso, por exemplo, de “Floresta dos Condenados“, filme de 2005.

No seu mais recente filme, “Do Outro Lado da Porta”, o diretor parece querer fugir do esteriótipo que envolve os seus filmes anteriores e resolveu fazer algo mais sério e, que de algum modo, é mais aceitável pelo grande público. A história é sobre Maria, que vive atormentada pelo fato de ter visto o seu filho morrer, em um acidente de carro. Ela se sente incrivelmente culpada pela fatalidade, pois conseguiu apenas salvar sua filha. Então sua empregada Piki dá uma possibilidade da mãe conversar com o seu filho mais uma vez, fazendo um contato com o mundo dos mortos.

O ponto mais interessante desse filme, que em suma não apresenta nada novo, é, sem dúvida, a abordagem sobrenatural que se diferencia por partir da cultura e crença hindu. Como a história se passa na Índia, toda a estrutura narrativa, muito clichê por sinal, é moldada com uma religião diferente da nossa, portanto, aos nossos olhos, o filme ganha um charme a mais e se transforma em algo curioso.

Os primeiros minutos somos apresentados a família que está passando por sérios problemas, a fotografia azulada transmite toda a melancolia presente ali e visivelmente a mãe dá um tempo na sua depressão quando ouve, de forma abrupta, uma possibilidade de se utilizar do sobrenatural para se desculpar com o filho. O primeiro ato, apesar de trabalhar com algo comum, é bem interessante, mas o filme perde forças quando o mal invade a casa da família.

Dentro de inúmeros filmes do gênero que saem todos os anos, The Other Side of the Door não passa nem longe do pior. É o melhor filme, até agora, do diretor Johannes Roberts – não que isso seja algo grandioso. Mas se analisarmos o contexto interessante, fotografia consciente, enfim, toda a proposta inicial e compararmos com a conclusão, veremos que é um filme que, infelizmente, se sabota no desenvolvimento, tornando-se frágil e forçado.

(Visited 1 times, 1 visits today)

emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

More Posts - Website

Follow Me:
TwitterFacebookGoogle PlusFlickrYouTube

Textos relacionados