[Curta-­Metragem ] Monster, 2005

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★★★★

Jennifer Kent é uma diretora que vem dando vozes as mulheres no que diz respeito a direção de filmes de terror. Ela é uma estudante do cinema, ajudou o diretor Lars von Trier, depois fez alguns trabalhos em séries de terror na Austrália e, por fim, chamou a atenção com um dos melhores filmes de 2014, “The Babadook”. É de se esperar ainda mais sucesso nos próximos anos, pois seus futuros projetos ainda são pautados na estranheza e profundidade, algo que corre em direção oposta dos filmes de terror atuais.

O que poucos sabem é que antes de “The Babadook” existiu uma semente chamada “Monster”, um curta metragem de aproximadamente dez minutos que utiliza quase a mesma ideia do longa mas, evidentemente, se desenvolve muito mais depressa por conta unicamente da duração, até porque mantém o mesmo nível de qualidade.

Começa o curta e somos apresentado a um menino, ele luta com sua espada contra um boneco macabro, depois joga algo em seu rosto para tampar, como se existisse um objetivo muito bem estruturado para essa atitude. É então que aparece um letreiro escrito “monstro”.

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Depois disso conhecemos a mãe, uma mulher com olhares vagos, sempre fazendo uma atividade doméstica, como se estivesse submersa em um devaneio sem fim. Podemos inclusive observar que ela permanece tão distante, que qualquer barulho a assusta, consecutivamente, o espectador fica atento.

O maior mérito do curta é o clima, a fotografia preto e branco, o som, bem como a estranheza dos personagens principais, gera uma apreensão em quem assiste, outro aspecto importante é o bom uso dos espaços. Como é de se imaginar, por se passar inteiramente em uma casa, mas necessariamente nos quartos e corredor, a sensação de claustrofobia aumenta gradativamente, conforme os protagonistas vão “encolhendo” nos seus próprios medos.

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O menino se prepara para um monstro, o mesmo afirma que “matará o monstro para a mãe”, não existe um medo grande por parte dele, mas uma aflição por proteger, o que é muito interessante.

Mesmo com o pouco tempo, conseguimos sentir uma leve profundidade em algumas questões que serão melhor trabalhados no longa metragem e, aos mesmo tempo, sentir um leve medo durante o processo de desconhecer o que os atormenta. Depois que o monstro aparece ­ destaco a cena da escada, que assusta qualquer um ­ e mais, depois que a mãe consegue “domar” ele, a atmosfera criada até então vai embora e o curta caminha em direção a um drama psicológico. Uma proposta excelente que comete um pequeno deslize em se revelar demais. Mas ainda assim, foi um feliz convite ao mundo para embarcar na cabeça da Jennifer Kent, motivando­-a para o desenvolvimento da sua obra prima: The Babadook.

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emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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