Martyrs, 2008

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★★★★

Lucie é uma menina que fugiu do cativeiro onde sofria abusos. Na instituição onde se recupera conhece Anna e as duas criam um forte laço. Depois de adulta, Lucie ainda está atormentada pelos traumas de infância e deseja se vingar daqueles que arruinaram sua vida, mas acaba mergulhando num pesadelo onde arrasta Anna consigo – Cineplayers

Mártir: Aquele que preferiu morrer a renunciar à fé, à sua crença. Aquele que sofre muito.

Seguindo a onda dos filmes extremistas da França, “Martyrs” é o exemplo ideal para aqueles que procuram, além de um bom representante de terror/horror, uma obra que prima pela mescla de truques visuais e narrativos, de modo a criar um filme que nunca cai no monótono. É surpreendente a capacidade do diretor Pascal Laugier criar tensão em simples depoimentos logo ao início do filme. Aliás, as cenas iniciais se revelam como um pequeno documentário sobre a vida de Lucie, cria-se, então, um distanciamento para com essa garota, no entanto, após termos essa introdução, a narrativa se sustenta na amizade dela com a Anna, nós, espectadores, entraremos no mesmo quarto que essa menina, saberemos os seus segredos, o que seria altamente normal em qualquer outro filme, mas aqui há a distância inicial. A garota perturbada tem visões assombradas, ou seja, o filme tem sangue, tem violência, no mesmo tempo que brinca com o sobrenatural, mesmo que fique evidente ao longo que tudo é derivado das situações das quais ela fora exposta. No desenrolar ainda temos outras surpresas e quebras narrativas, que são absurdamente fascinantes, não tem como não ficar boquiaberto com algumas soluções maravilhosas.  Personagens que são apresentados, parecendo serem os novos protagonistas e acabam mortos, uma história de vingança que rende uma série de fatos perturbadores e, claro, o motivo sendo revelado. No fim é um excelente filmes para psicólogos, pois mostra com veracidade o que acontece com o ser humano diante ao isolamento.

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emersontlima

No fim, sou apenas um cara fantasiado de coelho que, durante o dia, coloca a máscara de homem e paga uma de intelectual com aqueles que exaltam qualquer manifesto de inteligência.

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